Corrosão e Degradação do Concreto pelo ataque da Bactéria Thiobacillus Concretivorus, o “bastonete de enxofre” que come qualquer tipo de concreto, não revestido.

Autor1(1): João Alfredo Contrucci Alvim.Consultor Técnico em Revestimentos Protetivos, Anticorrosivos e Impermeabilizantes.Diretor TécnicoPURPOXY – Casa de Sistemas Anticorrosivos Ltda.e-mail:proteus@purpoxy.com.br   Palavras Chaves: Corrosão / Degradação do Concreto / Chuva Ácida / CO2 / H2S / Thiobacillus Concretivorus / Desufovibrio Desulforocans / Impermeabilização / Polyurea Coatings Systems.  Resumo: Corrosão e Degradação do Concreto pelo ataque da Bactéria Thiobacillus Concretivorus, o “bastonete de enxofre” que come qualquer tipo de Concreto, não revestido. Os efeitos do ácido sulfúrico em superfícies de concreto exposto a ambientes com esgotos e  águas paradas com a presença de Sulfeto de Hidrogênio-H2S, produzem uma reação devastadora no concreto, provocando a redução de seu pH de 14/12 para abaixo de 06 e, conseqüentemente, a perda de sua dureza e estabilidade. O concreto novo, normalmente, tem um pH de aproximadamente de 13 ou 14. Este pH elevado é o resultado da formação do cálcio de hidróxido [Ca (OH) 2], um subproduto após a hidratação do cimento. O hidróxido de cálcio é um composto cristalino, muito cáustico, que pode ocupar tanto quanto 25% do volume da massa de um concreto. Uma superfície de concreto com pH 13 ou 14, em um passado bem próximo, não permitiria o crescimento de nenhum tipo de bactéria corrosiva ou surgimento de corrosão. Entretanto, com o advento da eliminação dos metais pesados de nossos esgotos ou tratamentos de efluentes, nós criamos  um “habitat natural” para o crescimento e  proliferação de “bactérias corrosivas” que atacam o concreto, primeiramente, através da redução de seu pH, bem lentamente, pelo contato direto de uma solução de sulfeto de hidrogênio (H2S) e dióxido de carbono, facilmente capturado em nossa atmosfera. É importante salientar que, com a captura do CO2, a uma potencialização na velocidade de corrosão.   Estes gases são conhecidos como gases “ácidos”, porque dão forma a soluções ácidas, relativamente fracas, quando dissolvidos na água ou umidade presente na superfície do concreto. O CO2 produz o ácido carbônico e o H2S produz o ácido thiosulfúrico polithionico. Estes gases dissolvem-se na água ou nas superfícies úmidas do concreto, reagindo com o hidróxido de cálcio, reduzindo, lentamente e constantemente, o pH da superfície do concreto. Este processo de redução de seu pH é devastador para sua existência e longevidade, porque quando o seu pH cair para 9 ou 9.5, será o momento do surgimento e crescimento de várias bactérias corrosivas da mesma espécie (família), até o surgimento da “Bactéria Thiobacillus Concretivorus”, no momento que atingir o pH 7/6, também conhecida como o “Bastonete de Enxofre” que come concreto e excreta ácido sulfúrico, tornando-se muito mais agressiva na presença de CO2, capturado em abundância em nossa atmosfera. Concomitantemente a esta reação química de enfraquecimento do concreto, internamente, numa velocidade espantosa, outra bactéria corrosiva estará agindo de forma corrosiva na armação metálica de sustentação do concreto, é a “Bactéria Desufovibrio Desulforocans” que se alimenta do elemento “ferro” contido nos vergalhões metálicos, gerando-lhes fissuras e trincas durantes as ocorrências de dilatação e contração das construções de concreto, gerando um aumento de seu diâmetro que, provoca no concreto, desagregação, perda de dureza e coesão, virando “Farinha de Areia e Agregados”. 

      Por isso, nos tempos atuais em  que vivemos, não podemos aceitar que professores de Engenharia Civil ou de Arquitetura insistam em recomendar construções de concreto, sem revestimentos protetivos de alto desempenho físico e químico. Também devemos abandonar  um “velho paradigma tecnológivo” de que os revestimentos protetivos, anticorrosivos e impermeabilizantes devem permitir respiração através de seu filme ou película.

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