Arquivo para Setembro, 2007

Impermeabilização com Mantas Asfálticas, Betumes, Piches e Alcatrões – Atividade Industrial e Produtos tóxicos que ajudam no “Aquecimento Global e Poluição”.

As tintas imobiliárias e as impermeabilizações com os seus produtos convencionais (Mantas Asfálticas, Poliuretanos com Asfaltos, Betumes, Piches e Alcatrões)  são algumas  das maiores fontes de emissão de compostos orgânicos voláteis (C.O.Vs – V.O.Cs.) que afetam a qualidade do ar de nossa atmosfera e ambientes internos. Estes compostos  causam diversos danos à nossa vegetação e  saúde dos seres humanos, tais como problemas respiratórios, efeitos neurotóxicos, carcinogenicidade, entre outros, além de contribuírem para formação do ozônio troposférico. Este presente texto tem como principal objetivo identificar as diferenças qualitativas e quantitativas na emissão dos C.O.Vs, a fim de informar aos consumidores destes serviços e  produtos sobre eventuais problemas decorrentes do uso destes para o meio ambiente, saúde ocupacional e bem-estar geral da população. Os resultados mostraram que as tecnologias convencionais à base de solvente orgânico chegam a emitir cerca de 520 vezes mais C.O.Vs em relação às tecnologias à base de água e de baixo odor quando comparadas no estado líquido ou inicial de aplicação. Estes dados indicam que uma discussão ampla sobre o tema deve ser iniciada para que se reduzam estas emissões que  causam sérios  danos à sociedade (as tecnologias que não são consideradas verdes).Compostos Orgânicos Voláteis (C.O.Vs ou VOCs) constituem uma classe de poluentes do ar que são predominantemente emitidos, na atmosfera, pela frota veicular (combustão de combustíveis fósseis e perdas evaporativas) e por processos industriais, como na fabricação de solventes e de muitos derivados de petróleo. Muitos C.O.Vs são prejudiciais ao meio ambiente direta e indiretamente.Dentre os problemas causados diretamente, destacam-se os efeitos tóxicos, como irritação da mucosa e problemas hematológicos, hepáticos, renais e neurológicos (Crump, 1995). Nos compostos analisados, destaca-se o reconhecido potencial cancerígeno do benzeno em humanos. Além disso, indiretamente, os C.O.Vs acentuam diversos problemas de meio ambiente, tais como: Degradação do Ozônio Estratosférico, Efeito Estufa e Formação de Ozônio Troposférico.No Brasil, apesar dos conhecidos efeitos adversos dos C.O.Vs, não existem regulamentações para o controle de emissões destes gases. Assim, espera-se que as informações geradas neste trabalho sirvam de incentivo e referência para a criação de políticas visando a melhoria da qualidade do ar. Enquanto isto não acontece, cabe aos consumidores destes serviços colaborarem para erradicação destas tecnologias tóxicas e altamente poluidoras.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXCompostos orgânicos voláteis são compostos que contêm carbono, facilmente vaporizado em condições de temperatura e pressão ambiente e reagem fotoquimicamente na atmosfera. Monóxido e dióxido de carbono não estão presentes nesta categoria. Como acima já foi informado, os C.O.Vs têm um grande impacto sobre a saúde humana em função da sua alta toxicidade e efeito cancerígeno. Além disso, através de reações químicas, formam o ozônio troposférico que fica concentrado nas baixas camadas da atmosfera. Segundo dados da Cetesb/SP, este tipo de ozônio é o único poluente monitorado que ainda ultrapassa, com freqüência, os limites de qualidade e segurança estabelecidos pela legislação. Segundo a CETESB:  Tolueno, Xileno, Hexano, Etil-benzeno e Trimetilbenzeno, são os C.O.Vs encontrados em maior concentração na atmosfera. Quando o ozônio está presente na troposfera, ao nível do solo, ele é considerado “ruim”. É aquele produzido fotoquimicamente pela ação da radiação solar sobre os óxidos de nitrogênio e VOC, causando efeitos sobre a saúde das pessoas e danos ao meio ambiente. Esse tipo pode causar irritação nos olhos e vias respiratórias, e diminuição da capacidade pulmonar. Pessoas que sofrem de problemas respiratórios, como enfisema, bronquite, pneumonia, asma e resfriados, tem maior dificuldade na respiração quando o ar apresenta elevados níveis de ozônio. Os materiais usados no interior das construções civis à base de concreto, principalmente os de impermeabilizações e acabamentos  mobiliários (pintura), são fontes típicas de emissão de poluentes. Essas fontes de poluição são as principais causadoras da má qualidade do ar no interior de moradias e em locais públicos, como ambientes de trabalho, escolas, restaurantes, shopping centers, salas de conferência e outros. Além dos problemas relacionados pela OMS, essas fontes ainda causam danos à saúde como alergia e doenças como asma, que levam à morte prematura. Ambientes saudáveis estimulam idéias e contribuem para a produtividade. Os produtos á base de solventes, como a tinta a óleo, o esmalte sintético e os de impermeabilizações, emitem na atmosfera hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos, hidrocarbonetos contendo halogênio, cetonas, ésteres, álcoois, os quais contribuem na formação do ozônio troposférico (smog fotoquímico), que tem efeitos prejudiciais à saúde, principalmente para a população que faz parte de grupos vulneráveis a esses agentes químicos. No mundo inteiro, a obtenção de tecnologias e produtos ambientalmente amigáveis tem sido uma das principais linhas de pesquisa, o que levou a mudanças significativas nas formulações, produções e aplicações destes segmentos, nos países do primeiro mundo (Não no Brasil!). Várias tecnologias estão sendo adotadas com sucesso, como a formulação de produtos sem odor, com baixo teor de VOC, sem solventes (isentos desse tipo de emissão), com 100% de sólidos (Sólidos-Líquidos), colaborando na redução drástica de solventes aromáticos, substituição de produtos de base solvente por emulsões à base d’água, uso de novos tipos de coalescentes nas tintas de base aquosa e produção de tintas em pó.Estudos patrocinados pela Agência de Proteção Ambiental – EPA/USA, enviado ao Congresso em 1995, demonstrou que produtos de consumo comerciais, como tintas da linha arquitetura, produtos convencionais para impermeabilizações e produtos de higiene/limpeza, contribuem, anualmente, com aproximadamente 28% de emissão do C.O.Vs. ou V.O.Cs.  Índice extremamente alto.  Então, não adianta ficarmos acusando ou esperando nossos governantes e políticos tomarem alguma decisão sobre a defesa do nosso meio ambiente. A questão é saber o que cada pessoa ou membro de nossa sociedade pode fazer, no seu dia a dia, com medidas efetivas de proteção ao nosso meio ambiente.

Sds.João Alfredo C. Alvim  

Deixe um comentário »

Novo e Revolucionário Paradigma Científico e Tecnológico para Impermeabilização e Revestimentos Protetivos Verdes.

Deixe um comentário »

IMPERMEABILIZAR – VISÃO CONVENCIONAL.

Deixe um comentário »

Efeito do Sol (calor) e de seus Raios U.V em Fachadas e Impermeabilizações

Tendo recebido dezenas de reclamações com relação aos problemas de Pintura Protetiva das Fachadas de Prédios e Casas (e outros), principalmente aos desplacamentos de pastilhas ou lajotas de cerâmicas, achei que seria importante levar algumas informações técnicas para conhecimento e apreciação dos proprietários de imóveis.

 

    Estudos realizados pela empresa Americana, Rohm And Haas, maior fabricante de resinas acrílicas para construção civil do mundo, tanto para pintura, argamassa e rejunte, comprovam que a maior incidência de desplacamentos em Fachadas de Prédios ou Casas, tem como maior responsável a qualidade dos revestimentos usados como impermeabilizantes, argamassas e rejuntes, principalmente em regiões de orla marítima ou de muito sol. O problema reside na resina básica de cada formulação de cada produto. Dado ao comportamento físico de cada construção, Dilatação e Contração 24 h por dia (todos os dias, meses e anos), mais as reações químicas que eles estam sujeitos em sua exposição diária ao intempérismo local e regional, concluiram que os produtos acima mencionados, no mínimo, necessitam serem formulados com resinas acrílicas puras (obrigatório).  Mas, só isto não basta, é necessário que a resina acrílica possua muita elasticidade,  alta resiliência ou memória, para resistir a milhares de vezes o movimento de dilatação e contração do prédio ou da construção, ao mesmo tempo resistir a degeneração do polímero pela ação dos raios U.V (stress crack) e bloquear o over spray causado pela atividade das ondas do mar e o vento.

 

    Infelizmente, nenhum produto fabricado e vendido para as patologias ou “mazelas” acima mencionadas, em nosso país, possuem resinas acrílicas puras, elastoméricas e resilientes de origem. Creio que, somente, alguns Latex Acrílicos são formulados com resinas acrílicas puras, mas convencionais, que resistem aos Raios U.V., apesar de serem, inadequadamente, chamadas de resinas elastoméricas, pois o seu coeficiente de resiliência é muito pequeno e baixo(memória). O ideal seria, tal e qual como nos USA, Japão, Canadá, Itália e outros países; que os nossos revestimentos protetivos para pintura de pardes e fachadas, para argamassas e para rejuntes fossem fabricados com as Novas Resinas Acrílicas de 2ª Geração, as verdadeiras resinas elastoméricas e de altíssima resiliência,  aprimoradas para solucionar problemas de acabamento em fachadas, paredes e telhados. Nos países do primeiro mundo, elas são conhecidas como Resinas Acrílicas EWC de Altíssima Resiliência. Outra vantagem desta Inovação Tecnológica, com relação a paredes internas e externas, seja para prédios ou residências é que deixaram de existir aquelas micro fissuras e trincas (dezenas). Também poderemos adicionar efeito autolimpante  à superfície da fachada do prédio ou residência, e, sempre que chover, a fuligem seria removida. Mais uma vez, espero ter colaborado com informações técnicas sobre revestimento protetivos, spray impermeabilizações e pintura de qualidade (são 27 anos).

Como se comportam os impermeabilizantes em geral diante da incidência dos raios UV (Ultra-Violeta) do Sol?

Quando se aplica uma camada impermeabilizante sobre uma superfície, queremos que ela cumpra o seu papel, não só logo após a aplicação, mas que permaneça impermeabilizando e protegendo por anos e anos, certo?

É aí que entra um aspecto muito pouco destacado ou informado quando se compra ou se vende um sistema de impermeabilização. Como os materiais vão se comportar ao longo dos anos? Como vão se comportar ao longo de longos períodos expostos à luz do sol?

A verdade é que a maioria dos materiais impermeabilizantes são suscetíveis à ação da luz do sol. Os raios Ultra-Violeta agem como promotores de reações químicas negativas entre os produtos que compõem certos impermeabilizantes. O resultado? Perda da plasticidade, endurecimento, perda da capacidade de resistir íntegros às dilatações, trincas, rompimentos e vazamentos!

1) o que o sol faz com as mantas asfálticas?

Independente de serem elastoméricas, plastoméricas ou qualquer outra coisa, as mantas asfálticas são basicamente: asfalto ou betume. E como todo hidrocarboneto, polimeriza por ação de UV (entre diversos outros fatores). Portanto, deixar uma manta asfálticas exposta ao sol é o mesmo que encurtar drasticamente sua vida útil e funcional. A manta torna-se progressivamente menos plástica, menos resistente a danos mecânicos, e chega em casos limítrofes a apresentar trincas (stress craking).

Também por esta razão é que se aplica a proteção mecânica (argamassa) sobre a manta. As únicas mantas que dispensam esta proteção são as mantas aluminadas e ardosiadas. Nestas, a camada de alumínio ou de granita fazem com que a luz do sol não atinja a camada de asfalto.

2) O que o sol faz com argamassas poliméricas (cimentos poliméricos ou cristalizantes)?

Com o cimento propriamente dito, nada (excluindo-se o processo de dilatação e contração). Mas os aditivos que tornam a argamassa impermeabilizante podem sofrer algum prejuízo. Neste caso não só dos raios UV, mas do calor mesmo. Por quê?

Dois princípios atuam nestes produtos:

primeiro é a cristalização, que é a transformação de certos silicatos em hidrosilicatos, que são insolúveis e entopem os poros da argamassa. Só que esta transformação ocorre necessariamente na presença de água. Sem ela, ou melhor, na extrema falta dela (o que pode ocorrer numa insolação demasiada), o hidrosilicato pode voltar a virar silicato, que não impermeabiliza nada.

O segundo é a ação filmógena das resinas adicionadas. Se for uma resina acrílica pura, você poderia dormir tranqüilo. Mas se for uma composta – blendas de resinas, geralmente uma resina estireno-acrílica, epóxi ou aromática, ponha as barbas de molho. Estás resinas sofrem com a ação do UV, perde plasticidade, memória e etc. E como nunca sabemos que tipo de resina é usado na composição da argamassa, melhor proteger com uma camada de tinta acrílica pura.

3) E os acrílicos? O que o sol faz com eles?

Como já foi acima informado, os acrílicos puros passam batidos diante da incidência dos raios UV. Mas é muito comum, em muitos produtos, o uso de blendas de resinas, chamada de co-polímeros.

E por que se usam estes co-polímeros? Ora, porque uma resina pura chega a custar quase o dobro do que uma blendada. E. lamentavelmente, em nosso país ainda não há uma regulamentação que exija esclarecer ao usuário, de forma C-L-A-R-A e expressa, quais são os tipos de resina que estão usando na fabricação de seu produto.

Exemplificando: a maioria das tintas imobiliárias comuns, vendidas em home-centers e lojas é feita com resinas blendadas. Uma boa parte dos impermeabilizantes acrílicos são estireno-acrílicos ou vinil-acrílicos. Portanto, fique de olho.

Resumo: De nada adianta executar uma operação de impermeabilização se o produto aplicado é inadequado ou ele não vai resistir às solicitações físicas e químicas do local a ser revestido, se ele vai ser alterado com a ação das intempéries e dos raios Ultra Violeta emitidos pelo Sol. Pode impermeabilizar nos primeiros meses, mas depois perde sua função. E você perde seu dinheiro.

Sds.

João Alfredo C. Alvim

Diretor Técnico e Comercial

Purpoxy – Casa de Sistemas Anticorrosivos Ltda.

Cel.: 011.91571098

Home Pages: www.poliureia.com.br  , www.purpoxy.com.br  ou www.arquitetura.com.br  clicando na janela Colunas e procurando João Alfredo: vários artigos sobre revestimentos. 

Deixe um comentário »